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O entretenimento, a mídia e o corpo de dor

Eckhart Tolle, nascido em 16 de fevereiro de 1948, é um escritor e conferencista alemão, conhecido como autor de best sellers sobre iluminação espiritual. Seu livro mais conhecido é "O Poder do Agora". Eckhart Tolle não está vinculado a qualquer religião mas utiliza-se dos ensinamentos do zen budismo, sufismo (do poeta Rumi), hinduísmo (Advaita Vedânta), dos escritos de Mestre Eckhart e da Bíblia. Alcançou maior notoriedade em 2008, ao participar, durante três meses, do programa da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey.Saiba mais : Perfil de Eckhart Tolle

nota dos Trabalhadores da Luz : Meu conselho é que seja lido o texto em partes ou não, e que pare por um momento e faça uma reflexão, porem que seja entregue aos seus mentores, guias, Eu Superior ou qualquer  orientação maior que você costuma pedir auxilio em suas orações ou meditações, pois somente assim as respostas virão de sua alma. Alerto que, não podemos refletir sobre um assunto da mente, com a mente !!!

O texto deve ser lido em um momento que esteja em tranquilidade e serenidade, afim de lhe trazer os meios mais próximo do ideal para esse tipo de leitura . Anotem todas as perguntas que se façam logo após que apareçam, mesmo que não sejam respondidas com o artigo lido, aguardem receberem toda a série de artigos, e caso não encontrem a resposta, se façam nas meditações / orações.

Boa leitura ! Muita Luz e Paz!


Fonte: Esses artigos fazem parte do livro do famoso escritor espiritualista Eckhart Tolle em ” O despertar de uma nova consciência “.

 Se você não tivesse familiaridade com nossa civilização contemporânea, caso tivesse acabado de chegar de outra época ou de outro planeta, uma das coisas que mais o impressionariam…

… seria constatar que milhões de pessoas adoram ver seres humanos matar e infligir dor uns aos outros e chamam isso de “entretenimento“.

E que pagam para ter essa diversão.

Por que os filmes violentos atraem um público tão grande?

Existe toda uma indústria envolvida nessa questão, e uma boa parte dela alimenta o vício humano da infelicidade.

Obviamente, as pessoas assistem a essas produções porque querem se sentir mal.

O que há nos indivíduos que adoram se sentir mal e dizer que isso é bom?

O corpo de dor, é claro.

Há uma participação considerável da indústria do entretenimento nesse processo.

Portanto, além da atitude reativa, do pensamento negativo e do conflito pessoal, o corpo de dor também usa a tela do cinema e da televisão para se renovar por meio deles.

Corpos de dor escrevem e produzem esses filmes e corpos de dor pagam para vê-los.

Será sempre “errado” mostrar a violência e vê-la na televisão e no cinema? Toda essa violência alimenta o corpo de dor? No atual estágio evolucionário da humanidade, ela não só permeia tudo como se encontra em ascensão enquanto a antiga consciência egoica, ampliada pelo corpo de dor coletivo, se intensifica antes da sua inevitável extinção.

Se os filmes apresentam a violência no seu contexto mais amplo, se exibem sua origem e suas conseqüências, se revelam o que ela causa às vítimas assim como aos agressores, se mostram a inconsciência coletiva que está por trás dela e como é passada adiante de geração para geração (a raiva e o ódio que vivem nos seres humanos na forma do corpo de dor), então eles desempenham uma função vital no despertar da humanidade.

Essas produções podem funcionar como um espelho em que nossa espécie vê sua própria insanidade.

Aquilo em nós que reconhece a loucura como loucura (até mesmo se é nossa própria loucura) é sanidade, é a consciência emergente, é o fim da insanidade. Esses filmes de fato existem e não nutrem o corpo de dor. Alguns dos melhores filmes contra a guerra são os que mostram a realidade, e não uma versão glamourosa dos conflitos.

O corpo de dor só consegue se alimentar daquelas produções em que a violência é retratada como um comportamento humano normal ou até mesmo desejável e daquelas que a glorificam com o único propósito de gerar emoção negativa no espectador e, assim, se tornar um “remédio” para o corpo de dor viciado em sofrimento.

Basicamente, os jornais populares não vendem notícias, mas emoções negativas – alimentos para o corpo de dor. “Atrocidade” ou “Carnificina”, destaca o título em letras garrafais.

Essas publicações se superam nesse terreno. Sabem que as emoções negativas vendem muito mais exemplares do que as notícias. Existe uma tendência nos veículos de informação em geral, incluindo a televisão, de exacerbar os fatos negativos. Quanto mais as coisas pioram, mais exaltados se mostram os apresentadores – e a agitação negativa costuma ser produzida pela própria mídia.

Os corpos de dor simplesmente a adoram.

Momento para reflexão

E eu, com vejo tudo isso? Adoro filmes/ noticiários/ seriados ou até atos reais  que contenham a violência?

Eu gosto de esportes violentos? Eu gosto de praticar ou assistir esporte que contenham um mínimo de agressividade ? Que precisa-se xingar ” em campo” ? Onde para ganhar, o outro tem que perder ? E perder, consequentemente cria sofrimento, e eu me sinto lá dentro de mim, todo satisfeito ?

Eu adoro ver o noticiário da TV, mesmo presenciando todos os dias somente noticias de sofrimento ?

Se sim… então eu adoro violência, e meu corpo de dor age sobre mim !

Se a resposta é “não” à absolutamente tudo o que eu refleti sobre o descrito mais acima, então é sinal de um inicio que a Alma passa a vivenciar meu eu.

Até o próximo artigo da sério de estudo – O corpo de dor

Categorias:Eckhart Tolle