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Vamos explorar algo juntos, algo que você pode notar diretamente, bem aqui, sem precisar se preparar para isso.
Se, apenas por um momento, você parar de fazer algo — não de forma dramática, mas simplesmente permitindo que seu corpo seja como é, sem buscar a próxima ação — algo muito sutil começa a se revelar, e já está aqui.
e se, dentro desse mesmo momento, o pensamento suavizar por si mesmo, ainda que levemente, de modo que o fluxo de palavras não seja mais segurado tão firmemente, você poderá notar que nada essencial sobre você está faltando, embora a atividade habitual tenha se aquietado.
Agora leve isso ainda mais longe e imagine que o papel que você carrega, a identidade que construiu, a história que explica quem você é e para onde está indo, tudo isso caia suavemente, apenas por um segundo, como se nunca tivesse sido necessário, para começo de conversa.
O que resta então?
Há um desaparecimento ou há uma presença que parece ainda mais real, precisamente porque não é mais definida por nada em particular?
Existe uma abertura que não depende do pensamento para existir, que não exige esforço para se sustentar e não é algo que você cria, porque já estava lá antes que qualquer pensamento aparecesse para descrevê-la.
Você já tocou nisso muitas vezes, embora possa não ter prestado muita atenção, porque a mente foi treinada para focar no que acontece, em vez de focar naquilo que permite que tudo aconteça.
Está ali na pausa silenciosa entre dois pensamentos, naquele vão quase imperceptível onde nada está sendo dito e, no entanto, algo profundamente consciente está presente.
Está ali no silêncio entre dois sons, onde a escuta continua mesmo quando não há nada específico para ouvir.
Está ali no espaço entre os objetos, que a mente geralmente ignora, embora sem esse espaço nada pudesse ser visto, nada pudesse ser colocado, nada pudesse existir em relação a qualquer outra coisa.
Este espaço, esta abertura, esta presença silenciosa, é muito mais estável do que qualquer pensamento, muito mais contínuo do que qualquer experiência e muito mais íntimo do que qualquer identidade que você aprendeu a carregar.
E, no entanto, você foi ensinado a valorizar o conteúdo, a seguir o pensamento, a analisar a situação, a melhorar a história, a refinar o papel, como se estes fossem os aspectos mais importantes da existência.
É um pouco como olhar para as nuvens e esquecer o céu, ficando tão fascinado por suas formas e movimentos que você não nota mais a vastidão na qual elas aparecem.
As nuvens vêm e vão infinitamente, mudando de forma, às vezes se reunindo em tempestades, às vezes se dissolvendo em suavidade, mas o céu permanece completamente intocado por tudo isso.
Da mesma forma, os pensamentos se movem, as emoções sobem e descem, as experiências se desenrolam e passam, mas aquela percepção aberta em que tudo isso acontece nunca é perturbada da maneira que a mente imagina.
Ou você pode ver isso como ouvir música e acreditar que apenas as notas importam, enquanto ignora o silêncio que permite que cada nota seja ouvida, que dá significado ao ritmo e profundidade ao espaço.
Sem esse silêncio, não haveria música alguma, mas o silêncio raramente é apreciado, embora esteja sempre presente, sustentando tudo.
De maneira semelhante, você foi gentilmente condicionado a acreditar que deve estar sempre engajado, sempre pensando, sempre fazendo, sempre se movendo em direção a algo, como se o silêncio e a quietude não tivessem valor por si mesmos.
No entanto, quando esse condicionamento suaviza, mesmo que ligeiramente, algo começa a mudar e você passa a notar que nada essencial depende de atividade constante.
Há uma plenitude silenciosa no simples ser, uma sensação de presença que não precisa se justificar através da ação ou do pensamento e, à medida que você começa a apreciar isso, como um reconhecimento natural, isso se torna mais familiar.
Você não está indo contra a mente e não está tentando silenciá-la, porque isso só criaria mais uma camada de esforço, outro movimento dentro do mesmo padrão.
Em vez disso, você está vendo gentilmente que existe algo aqui que sempre esteve presente, algo que não vem e vai com o pensamento, algo que permanece mesmo quando nada está acontecendo.
E conforme isso se torna mais claro, naturalmente se torna mais precioso, não porque você esteja tentando se apegar a isso, mas porque você o reconhece como o aspecto mais estável da sua experiência.
Isto é o que a renúncia verdadeiramente revela, não como uma rejeição do mundo, mas como uma descoberta silenciosa de que o que você é não depende de nenhuma parte do mundo para existir.
E a partir daqui, tudo o resto começa a se reorganizar de uma forma muito natural, porque as ações, os relacionamentos, o ambiente, os papéis, passam a ser vistos de forma mais leve, mais fluida, mais como expressões do que como definições.
Você ainda participa, ainda se engaja, ainda se move pela vida, mas há uma suavidade nisso, um saber de que nada disso precisa te completar, porque o que você é nunca esteve incompleto.
É como sentar-se em um cinema e assistir a um filme que antes parecia intensamente real, onde cada cena te puxava, onde cada desafio parecia exigir o seu envolvimento, onde cada momento carregava urgência.
Em algum momento, você se lembra de que o que está vendo é uma projeção, a luz se movendo em uma tela que permanece inalterada, não importa o que apareça sobre ela.
O fogo na tela parece vívido, quase tangível, mas não há impulso de correr para a frente e apagá-lo, porque você reconhece a sua natureza.
E nesse reconhecimento, algo relaxa e a experiência se torna mais leve, mais aberta, até mesmo silenciosamente agradável, porque não existe mais a mesma necessidade de controlar ou consertar o que está se desenrolando.
Você permite que a história se mova, que se expresse plenamente, porque sabe que ela vai terminar e, quando terminar, a tela permanecerá intacta, vazia, pronta para o que vier a seguir.
E lá está você, não como um personagem do filme, mas como aquele que sempre esteve presente, antes da história, durante a história e depois que a história desaparece.
Da mesma forma, o que você é não é definido pela sequência de pensamentos, não é moldado pelos papéis que desempenhou, não é limitado pela história que carregou.
Você é o espaço no qual tudo isso aparece, a abertura silenciosa que permite que tudo seja exatamente como é, sem precisar se apegar a nenhuma forma específica.
E à medida que você começa a notar isso com mais frequência, através de uma apreciação simples e gentil, há uma sensação de retorno, não a um lugar, mas àquilo que sempre esteve aqui.
Nós permanecemos com você aqui.
Octavia Vasile — Fonte: ²http://holographicyou.com/, ²https://eraoflgiht.com/
Marco Iorio Júnior — Tradutor e Editor exclusivo do Trabalhadores da Luz





